domingo, 23 de agosto de 2009
Considerações sobre a derrocada do PT e suas possibilidades
Passadas algumas horas do ocorrido na sessão do Conselho de Ética (sic) do Senado na tarde de ontem, é necessário começar a avaliar as conseqüências políticas dos gestos de todos os atores daquela ópera bufa.
O grande perdedor do dia foi o Partido dos Trabalhadores, que além de computar a perda numérica de dois senadores, Marina Silva e Flavio Arns, precisará assimilar uma grande derrota política e simbólica.
Os escândalos envolvendo o alto comissariado petista se sucedem desde o começo do governo Lula, com Waldomiro Diniz puxando a fila e o Mensalão como marco referencial, mas ao serem tantos já não causam mais tanto alarde.
Essa nova crise em que o PT se envolveu é de outra natureza e por isso a sua força destrutiva renovada.
Após ser enquadrado por Lula para defender Sarney, o PT estava se esquivando há algum tempo, tentando ludibriar a opinião pública com notas evasivas tiradas de reuniões que nada decidiam.
Mas na reunião de ontem o PT não teve escapatória e precisou assumir frente ao país a sua opção pelo que existe de mais atrasado na política brasileira na vã expectativa de receber o apoio do PMDB para a candidata imposta pelo “dedazo”.
A implementação dessa escolha política nos revela a desistência por parte de Lula e do PT de dialogar de forma qualificada com classes médias urbanas, sua base histórica, optando, portanto, por uma concentração nos bolsões mais carentes e vulneráveis às benesses do estado.
Uma conseqüência desse processo é que os setores médios da sociedade, principalmente aqueles identificados com a esquerda, que ultimamente estiveram polarizados pelo petismo, começam a se deslocar cada vez mais para uma situação de procura de novos referenciais.
A senadora Marina percebeu essa tendência e tenta se credenciar como uma alternativa para liderar esse segmento. Vai reformar o estatuto e o próprio PV, apostando no discurso ecológico que tem um forte apelo.
Nesse contexto, o PPS começa a mexer as suas peças. A ida do Roberto Freire para São Paulo poderá ser de uma importância estratégica que transcende a mera questão de elegê-lo deputado.
Com a derrocada de ícones como Mercadante, Palocci, Marta, e com a saída de Luiz Eduardo Cardoso para ser ministro, o PT em São Paulo estará à mercê das máquinas sindicais e totalmente dependente do governo federal.
Portanto, Roberto Freire em São Paulo estará disputando a autoridade moral do campo que chamamos esquerda, autoridade essa que o PT perdeu.
Para sermos bem sucedidos na ocupação desse espaço ou mesmo de parte dele é preciso manter o nosso posicionamento de partido decente e defensor da Ética, porque essa é a nova identidade do PPS.
* é secretário de comunicação do PPS
Recuo de Mercadante pode enfraquecer sua atuação política no Senado
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O recuo do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de renunciar à liderança do PT no Senado pode enfraquecer a sua atuação política dentro da Casa Legislativa.
A avaliação é de um grupo de senadores que acredita na redução de força política do líder depois que ele criticou publicamente a permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado --mas acabou por atender um pedido do presidente Luiz Inácio Lula Silva e do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que orientaram o PT a votar pró-Sarney no Conselho de Ética. O próprio senador admitiu, no discurso em que anunciou sua decisão, que perdeu parte de sua interlocução dentro do Senado depois do episódio que resultou no arquivamento dos processos contra Sarney.
"Eu disse à bancada [do PT] e pensei comigo: eu perdi uma certa condição de interlocução política nesta Casa, por exemplo com o presidente Sarney. É evidente. É muito mais difícil ser líder nessas condições, depois de uma crise como essa", afirmou.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que Mercadante errou ao não ter se mantido firme na decisão de se afastar da liderança.
"Ele fica insignificante para o Senado. Foi o maior erro que ele cometeu. Ele poderia ser o reformador do PT, mas trocou essa oportunidade para continuar como líder de uma aliança do PT com Sarney, Renan [Calheiros] e [Fernando] Collor. Agora, ele fica sem a menor chance de contestação e terá como papel de líder ser o fiador dessa aliança", afirmou.
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que foi "péssimo" para Mercadante recuar de sua decisão. Na opinião do peemedebista, o senador voltou atrás ao ser pressionado explicitamente pelo Palácio do Planalto.
"Eu não discuto a sinceridade dele, mas ele foi desautorizado pelo Planalto. Em uma situação de descrédito generalizado que existe hoje no país, as idas e vindas do Mercadante não contribuem", disse Jarbas.
O peemedebista afirmou que a imagem de Mercadante ficará arranhada dentro do Senado. "Mostra que o presidente Lula continua acima das instituições. Não vejo o episódio de forma positiva."
Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), Mercadante deve manter o discurso de que o PT errou ao absolver Sarney. Do contrário, o peemedebista disse que a imagem do petista ficará comprometida na instituição. "Ele só tem legitimidade se não se enquadrar. Ele pode até ficar sem poder, mas deve ficar com o discurso. Se ele se enquadrar, acabou o Mercadante", afirmou.
Simon classificou de "carta encomendada" a correspondência enviada esta manhã pelo presidente Lula para o líder petista. Mercadante leu a carta em plenário com o apelo do presidente para que ficasse no cargo. Simon disse que a carta foi uma espécie de "armação" já que o presidente não encaminharia algo que não fosse acatado pelo senador.
Recuo de Mercadante pode enfraquecer sua atuação política no Senado
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O recuo do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de renunciar à liderança do PT no Senado pode enfraquecer a sua atuação política dentro da Casa Legislativa.
A avaliação é de um grupo de senadores que acredita na redução de força política do líder depois que ele criticou publicamente a permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado --mas acabou por atender um pedido do presidente Luiz Inácio Lula Silva e do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que orientaram o PT a votar pró-Sarney no Conselho de Ética. O próprio senador admitiu, no discurso em que anunciou sua decisão, que perdeu parte de sua interlocução dentro do Senado depois do episódio que resultou no arquivamento dos processos contra Sarney.
"Eu disse à bancada [do PT] e pensei comigo: eu perdi uma certa condição de interlocução política nesta Casa, por exemplo com o presidente Sarney. É evidente. É muito mais difícil ser líder nessas condições, depois de uma crise como essa", afirmou.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que Mercadante errou ao não ter se mantido firme na decisão de se afastar da liderança.
"Ele fica insignificante para o Senado. Foi o maior erro que ele cometeu. Ele poderia ser o reformador do PT, mas trocou essa oportunidade para continuar como líder de uma aliança do PT com Sarney, Renan [Calheiros] e [Fernando] Collor. Agora, ele fica sem a menor chance de contestação e terá como papel de líder ser o fiador dessa aliança", afirmou.
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que foi "péssimo" para Mercadante recuar de sua decisão. Na opinião do peemedebista, o senador voltou atrás ao ser pressionado explicitamente pelo Palácio do Planalto.
"Eu não discuto a sinceridade dele, mas ele foi desautorizado pelo Planalto. Em uma situação de descrédito generalizado que existe hoje no país, as idas e vindas do Mercadante não contribuem", disse Jarbas.
O peemedebista afirmou que a imagem de Mercadante ficará arranhada dentro do Senado. "Mostra que o presidente Lula continua acima das instituições. Não vejo o episódio de forma positiva."
Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), Mercadante deve manter o discurso de que o PT errou ao absolver Sarney. Do contrário, o peemedebista disse que a imagem do petista ficará comprometida na instituição. "Ele só tem legitimidade se não se enquadrar. Ele pode até ficar sem poder, mas deve ficar com o discurso. Se ele se enquadrar, acabou o Mercadante", afirmou.
Simon classificou de "carta encomendada" a correspondência enviada esta manhã pelo presidente Lula para o líder petista. Mercadante leu a carta em plenário com o apelo do presidente para que ficasse no cargo. Simon disse que a carta foi uma espécie de "armação" já que o presidente não encaminharia algo que não fosse acatado pelo senador.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
PARTIDO POPULAR SOCIALISTA (PPS)
DIRETORIO MUNICIPAL DO PARTIDO POPULAR SOCIALISTA PPS
TV. Francisco Antonio S N. Centro São Tomé RN
CNPJ. 06.349.961.001-92 CEL. PARA CONTATOS 9191-1092
ATO DE FILIAÇAO
Ontem pela manha dia 20 de agosto de 2009, na sede do (PPS), foi realizada mais uma filiação de uma jovem que vem para luta juntos de todos que fazem esta agremiação para que possamos levanta a bandeira do partido em nosso município a colega uma das pré. Candidatas a vereadora nas eleições de
Conversando com o Prefeito Babá
No dia 19 de agosto de 2009 , o prefeito da cidade São Tomé RN. O Sr. Babá juntamente com o coordenador de serviços urbano, o Sr. Canindé Costa visitou varias ruas da cidade, para planejar um arrastão de limpeza em todas as ruas de nosso município, devido as chuvas caída este ano os matos crescerão muito então ficou combinado fazer um arrastão para que posamos atender a toda população
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Miguel Teixeira comemora sucesso na administração de Gostoso

| Gostoso, como a população adora chamar essa cidade-praia, localizada no litoral norte do estado e que tem um ar selvagem, aquela tranquilidade e que atrai muitos turistas em busca de sossego e em busca de esportes de aventura, como o kitesurf, por exemplo, por causa dos ótimos ventos que sopram na cidade. E esse mesmo vento que atrai esportistas, também está atraindo outros tipos de pessoas: são os cientistas e empresários que estão estudando a possibilidade de aproveitar o vento gostoso para utilização na energia eólica. Ele já tem a experiência de um mandato à frente da Prefeitura de São Miguel do Gostoso, mas diz que não é por isso vai deixar de lutar pela cidade que tanto ama. Miguel Teixeira é desses prefeitos que pensam o tempo inteiro em levar melhorias para a população, em fazer com que a cidade cresça, mesmo com aquele ar selvagem. E conquistou o segundo mandato com mais de 52% de aprovação. Em vias de assumir a sua segunda administração, Miguel continua com o mesmo pensamento de levar melhorias para o povo e comemora as conquistas que obteve nesse primeiro mandato. Perguntamos o que a população pode esperar de novo do novo prefeito, Miguel disse que a população pode esperar um trabalho sério como o que vem fazendo nesses quatro anos. "O município vem desenvolvendo um grande trabalho. Pra ter uma idéia, um município pobre como é São Miguel do Gostoso e foi o terceiro município que melhor aplicou recursos no Rio Grande do Norte, em 2007, comemorou". Este ano Miguel comemora o recebimento do Selo Unicef, que é dado aos municípios que melhor aplicam os recursos em favor das crianças e jovens. "Isso quer dizer que estamos evoluindo com a equipe que está trabalhando por São Miguel do Gostoso e esperamos no próximo mandato, continuar esse trabalho, procurando recursos do Governo do Estado, do Governo Federal e parceria com os nossos deputados para que nos ajudem a mudar ainda mais e pra melhor o município de São Miguel do Gostoso", disse. Miguel Teixeira também falou da sua expectativa em relação à Câmara Municipal. Neste primeiro mandato que se encerra, o prefeito contava com a maioria quase absuluta e conseguiu aprovar vários projetos sem problemas. "A gente tinha oito vereadores contra um na eleição passada. Agora fizemos três vereadores e a oposição fez três. Vamos trabalhar para aumentar essa maioria e continuar esse trabalho que fizemos e que foi uma parceria muito boa nesses últimos quatro anos", anunciou. Nesta quinta-feira, a Câmara tem a missão de encerrar o período legislativo com vários projetos que vão interferir diretamente na vida da população. Estão na pauta o Plano Diretor, o Plano de Cargos e Salários, o Simples, entre outros. "Os vereadores vão ter muito trabalho neste último dia, porque temos vários projetos e não pretendemos fazer convocação extraordinária", avisou. |
Sarney nega, mas empreiteira admite ter comprado apartamento
Quatro horas depois de o senador José Sarney (PMDB-AP) dizer, na segunda-feira (17), no plenário do Senado, que o jornal O Estado de S. Paulo havia publicado uma reportagem “irresponsável” e “sem provas” em sua edição de domingo, a empresa Holdenn Construções Assessoria e Consultoria Ltda. admitiu em nota a relação de favores com a família. A reportagem mostrou que a Holdenn negociou e pagou dois apartamentos usados pelo clã Sarney em São Paulo. Na nota, assinada pelo empresário e amigo da família Rogério Frota de Araújo, a empreiteira admite que comprou o apartamento nº 22 do edifício Solar de Vila América, na Alameda Franca, 1.581, nos Jardins.
A empresa afirma que depois da compra, o imóvel “foi vendido ao senhor José Sarney Filho, mediante instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda e outras Avenças”. O apartamento 22 foi comprado pela empreiteira depois de um contato inicial de José Adriano, neto de Sarney, com o proprietário do imóvel, o economista Felipe Jacques Gauer. O imóvel foi adquirido em fevereiro de 2006, quando a empresa ainda se chamava Aracati. “Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento”, contou o antigo proprietário.
O apartamento de nº 32, diz a nota da empreiteira, foi comprado em dezembro de 2006 e “é de propriedade da Holdenn (...) para uso dos sócios da empresa”. O dono do imóvel, o empresário Sidney Wajsbrot, disse, também em entrevista publicada na edição de domingo, que antes mesmo de pôr o apartamento à venda foi procurado pelo então zelador do prédio com a informação de que “o senador Sarney estava procurando um apartamento, que já tinha outros dois e queria um terceiro, para um assessor dele”.
A família utiliza os apartamentos desde que foram comprados pela Holdenn, em 2006. No apartamento 22, mora Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). Antes dele, morou o irmão, José Adriano, o mesmo que iniciou a negociação concluída pela Holdenn.
'Adversário político'
Na segunda-feira, a reportagem encaminhou quatro perguntas ao deputado e reiterou o pedido de acesso ao contrato de compra e venda do apartamento. Em nota, ele se negou a fornecer o documento e classificou o Estado como inimigo político da família. “Não me interessa dar detalhes da minha vida pessoal a um adversário político que tenta me envolver numa disputa cujo único objetivo é retirar meu pai da presidência do Senado.”Oposição aposta em arquivamento de recursos contra Sarney e já discute recorrer
Senadores da oposição dão como certo o arquivamento das 11 acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética da Casa. Oposicionistas já discutem nos bastidores a elaboração de recursos para tentar que o plenário do Senado se posicione sobre a abertura de investigação contra Sarney.
O motivo da derrota seria o apoio do PT ao presidente do Senado. A bancada petista tem três votos no conselho: Ideli Salvatti (SC), Delcídio Amaral (MS) e João Pedro (AM). Ideli e Delcídio fazem parte da ala pró-Sarney da bancada petista e sempre fizeram pressão pelo arquivamento das denúncias. João Pedro também estaria convencido a vota a favor do peemedebista.
"Sem os votos do PT que resolveu blindar Sarney, só restará o recurso ao plenário do Senado. Tenho em mãos parecer técnico que encomendei à Consultoria Jurídica do Senado que sustenta a regimentalidade do recurso ao plenário", disse o vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), em seu Twitter.
O colegiado se reúne na tarde de hoje para discutir os recursos apresentados pelos oposicionistas contra a decisão do presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), que lançou mão da prerrogativa do cargo e arquivou as denúncias contra Sarney sem discussão.
As representações que foram arquivadas contra Sarney tratam do suposto envolvimento do senador com a edição de atos secretos no Senado, da suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores da Casa e de ter supostamente usado o cargo em favor da fundação que leva seu nome e mentido sobre a responsabilidade administrativa pela fundação.
O conselho também deve analisar recurso do PMDB contra o arquivamento de denúncia que acusa o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) de quebra de decoro parlamentar.
Votos
Segundo reportagem da Folha publicada hoje, com os votos do PT, devem ser pelo menos dez contra a abertura de processo contra Sarney. Apenas quatro são votos seguros pela abertura: Demóstenes Torres (DEM-GO), Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Sérgio Guerra (PSDB-PE).
A reportagem afirma ainda que há duas dúvidas: João Durval (PDT-BA) e Eliseu Resende (DEM-MG) --que tem dito que teria "desconforto" em votar contra Sarney, apesar de ser de uma bancada de oposição.
O conselho tem duas vagas abertas de membros titulares, que devem ser preenchidas por indicações de Mercadante. Delcídio e Ideli, suplentes que ocupam as vagas, têm pressionado o líder de sua bancada a fazer essas nomeações para que eles não precisem se expor e votar favoravelmente ao presidente do Senado.
Mercadante se recusa. Ontem, ele afirmou que estaria em curso uma manobra para nomear à sua revelia os senadores Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Romero Jucá (PMDB-RR) para as vagas abertas. "Nesse caso, que seja com outro líder", disse o petista.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Mentiras mostram despreparo da ministra Dilma para governar, afirma Freire
O presidente nacional do PPS, ex-senador Roberto Freire, afirmou, nesta terça-feira (18), que as recorrentes mentiras ditas pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para escapar de situações embaraçosas mostram que ela não está preparada para governar o país.
Ao comentar o depoimento da ex-secretaria da Receita Federal, Lina Vieira, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Freire disse que a candidata do governo à presidência da República não está preparada para exercer nenhum cargo público. “Mais uma vez, vemos Dilma envolvida em escândalos dessa gravidade. Isso demonstra seu total despreparo para exercer a função pública. É uma candidatura com muitas fragilidades”, avaliou.
Para o presidente do PPS, a ministra da Casa Civil mais de uma vez foi 'flagrada' faltando com verdade quando contestada. Freire citou como exemplo das mentiras de Dilma o episódio em que ela foi desmentida por Denise Abreu, ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Após negar ter atuado no caso da venda da Varig, a ministra acabou sendo desmentida publicamente pela executiva, que afirmou ter sofrido pressão direta da Casa Civil.
Freire citou também as informações falsas acrescentadas ao currículo da ministra postado na internet. Lembrou ainda o caso do dossiê montado para atingir o ex-presidente Fernando Henrique, cuja principal suspeita de chefiar a montagem e o vazamento das informações foi sua chefe de gabinete Erenice Guerra. “Em todos esses casos, ela (Dilma) mentiu sistematicamente”, avaliou o dirigente do PPS.
Depoimento de Lina
Ainda de acordo com Freire, a conclusão que se pode tirar da audiência de Lina é que o governo Lula tem práticas não-republicanas, “atua em benefício dos seus, ao arrepio da lei,da moral e da ética”. A ex-secretária da Receita Federal confirmou no Senado que teve um encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em dezembro do ano passado. Reafirmou ainda que a ministra lhe pediu que "agilizasse" uma fiscalização em uma empresa do filho do presidente do Senado, José Sarney.
Para o presidente do PPS, ficou evidente no depoimento que por trás da interferência da Dilma estava uma “decisão de governo” para que o processo contra o filho de José Sarney - Fernando, flagrado pela Operação Boi Barrica, da Polícia Federal – na Receita Federal fosse resolvido a favor do interesse político do Palácio do Planalto. “Ficou claro que o pedido de Dilma foi indevido, até porque isso não é prática comum autoridade que não seja da área pedir agilidade
Mãe-Joana
Roberto Freire afirmou também que não adianta “histerismo” da parte do governo para tentar passar à opinião pública que a ex-chefe da Receita está mentindo. “O palácio não é casa de mãe-joana, que entra quem quer, que as pessoas não sabem quem entrou. Mesmo que a visita não constasse de nenhuma agenda, ninguém entra lá sem ser identificado pela segurança, sem passar por um detector de metal ”, afirmou categórico.
Firmeza
Para Freire, a ex-secretária da Receita Federal demonstrou firmeza durante o depoimento e deu detalhes do encontro, cabendo, agora, a Dilma provar o contrário. “A impressão que temos é de que o que ela (Lina) afirma é verdadeiro. O ônus da prova cabe à candidata palaciana".
Lina Veira informou que entrou pela garagem do Palácio do Planalto e, ao chegar ao quarto andar, passou por várias salas antes de entrar no gabinete de Dilma Rousseff. “O encontro foi rápido não durou dez minutinhos. Ela (Dilma) pediu que agilizasse o processo do filho de Sarney”, revelou, completando que considerou o pedido "incabível".
Lina Vieira confirma encontro com Dilma, mas nega ter sido pressionada
Em seis horas de depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira confirmou nesta terça-feira o encontro sigiloso que disse ter tido com Dilma Rousseff, no qual a ministra da Casa Civil teria pedido que agilizasse as investigações do Fisco sobre empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Dilma diz que o encontro não existiu.
Lina negou, porém, que tivesse se sentido pressionada ou que tivesse interpretado o encontro como uma ingerência indevida da ministra Dilma. Disse ainda que aceita uma acareação com a ministra, como sugere a oposição, mas reafirma não se lembrar da data da reunião, que, segundo ela, não consta em sua agenda e teria ocorrido no fim do ano passado.
"Não preciso de agenda para falar a verdade", disse Lina, um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tê-la desafiado a apresentar sua agenda e provar que se encontrou com Dilma.
A ex-secretária disse que não falou com terceiros sobre o encontro, mas que chegou ao Planalto pela garagem, onde um segurança, em uma mesinha, recolheu seus dados antes de permitir acesso ao elevador ao quarto andar. Ela diz que foi levada a uma sala, onde estavam um homem e uma mulher e, depois, Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, a levou até Dilma. Falaram amenidades e depois teria recebido o pedido da ministra, num período de cerca de dez minutos.
"Estou aqui com minha palavra e temos a palavra da ministra. Eu não estou aqui para dizer mentira", falou.
Lina disse ainda que não se sentiu pressionada com o suposto pedido de Dilma para acelerar e encerrar a investigação.
"A ministra pediu para eu agilizar a fiscalização, eu interpretei que era para encerrar, resolver as pendências, terminar a investigação. Não senti qualquer pressão", declarou.
Questionada por Almeida Lima (PMDB-SE) se havia incorrido em prevaricação ao não comunicar a um superior o pedido de Dilma, Lina respondeu: "não entendo isso porque ao sair de lá fui verificar o pedido da ministra e verifiquei que todos os procedimentos normais já estavam sendo tomados na Receita Federal. Eu sequer dei qualquer retorno à ministra sobre o assunto". Ela ainda acrescentou: "achei que foi um pedido incabível. Não havia necessidade".
Senadores governistas pressionaram por diversas vezes a e-secretária. A senadora Ideli Salvati (PT-SC) acusou Lina de entrar em contradição quando disse ao jornal Folha de São Paulo que entendeu o suposto pedido de Dilma como um sinal para encerrar as investigações contra o filho de Sarney. Ideli ressaltou que durante depoimento desta terça-feira Lina afirmou aos senadores que apenas entendeu como uma solicitação para agilizar trâmites na Receita. Lina rebateu: "Vim aqui trazer as informações a respeito desse assunto. Acho que posso não ter contentado a todos que queriam uma prova material. Não fui, como já disse, procurar a imprensa. Eu apenas confirmei o que a imprensa tinha investigado. O pedido (de Dilma) que foi feito, foi um pedido de agilização. Não menti na Folha nem estou mentindo aqui, como a senhora colocou. Entendi como agilização para encerrar a investigação. Essa foi a minha interpretação. Pode estar errada minha interpretação", concluiu.
O início da sessão da CCJ, que começou às 9h40m, foi marcado por um embate de mais de uma hora entre governistas e oposição. O debate começou quando o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), acusou a oposição de utilizar a comissão para fazer política partidária e romper acordos. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-AP), chegou a preparar um recurso para tentar barrar o depoimento, mas voltou atrás e decidiu não pedir a votação para não passar a impressão de que o governo "teme" Lina.
"O requerimento foi votado em sessão ordinária. A política é assim", rebateu o presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Jucá argumentou que não havia "pertinência entre o requerimento e a temática da CCJ", mas avisou que o governo não pretendia impedir o depoimento da ex-secretária. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) questionou o motivo do temor do governo sobre o depoimento.
"Meu objetivo não é impedir o depoimento da sra. Lina Vieira. O governo não teme e não tem nada a temer" disse Jucá, que completou "O tema não se enquadra nas competências da comissão, que está sendo transformada em tribunal de inquisição ou delegacia de polícia".
Após críticas do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que ironizou as dificuldades políticas de Mercadante e os "abusos" de Jucá, o clima esquentou. E os governistas engrossaram o coro de que "não temem nada" e que a oposição estava atropelando as regras:
O senador Almeida Lima (PMDB-SE) partiu para os gritos ao se sentir provocado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que criticava a atuação da tropa de choque, à qual batizou de "Fard", Forças Armadas da Dilma, em alusão às Farc ( Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), embarcou na brincadeira e disse que elas são necessárias para combater o "GAS", Grupo de Assalto do Serra. A partir desse momento, Almeida Lima começou a gritar que a oposição são "os trombadinhas do poder".
"Sou tropa de choque sim, mas é uma tropa preparada contra os trombadinhas do poder! Eu não vou aceitar achincalhe, chacota. Sou contra a tropa do golpe. Eu não vou aceitar isso. Tropa de choque já aceitei, para combater os trombadinhas do poder" esbravejou Lima.
Outro assunto que os oposicionistas abordaram durante o depoimento da ex-secretária é a manobra fiscal feita pela Petrobras para pagar menos impostos, o que teria deflagrado uma investigação da Receita Federal e motivado a demissão de Lina Vieira, quando esta cogitou a aplicação de uma multa contra a estatal. A mudança contábil foi um dos argumentos para a criação, no Senado, da CPI da Petrobras.
No início do depoimento, Lina destacou sua trajetória profissional como funcionária pública, disse não guardar mágoas e afirmou não ter questionado os motivos de sua demissão. "Fui exonerada no cargo sem nenhuma mágoa ou ressentimento. (...) Recebi como natural minha exoneração e não questionei o motivo, pois a natureza do cargo de confiança é essa", destacou.
Com informações da Agência Senado e da Agência Brasil.
sábado, 15 de agosto de 2009
Prefeito eleito de São Rafael é diplomado nesta quinta-feira
O Prefeito eleito de São Rafael, José Arimatéia Braz, do PPS, será diplomado nesta quinta-feira, às 10h da manhã, na Câmara Municipal, juntamente com o vice-prefeito e vereadores eleitos, entre eles Canindé Lira, do PPS. O deputado Wober Júnior, presidente estadual da legenda vai prestigiar a solenidade.
Arimatéia foi o primeiro prefeito proclamado eleito pelas urnas no último dia cinco de outubro. Funcionário público estadual, de jeito simples, que passará a administrar a pequena cidade de São Rafael, com pouco mais de oito mil habitantes, a partir de 1º. de janeiro de 2009. Presidente municipal do PPS, esta é a primeira eleição que Arimatéia participa e foi eleito com 2.505 votos. “Foi uma eleição muito difícil, porque os adversários tinham apoios, tinham as máquinas administrativas trabalhando por eles. Eu não tinha um carro de som sequer. Toda a minha campanha foi feita à pé de casa em casa”, disse.
O município de São Rafael fica a
Devido ao fato da sua posse acontecer em janeiro, Arimatéia não vai ter muito tempo para fazer esse resgate já no próximo ano. “Pelo menos nesse primeiro ano não vai dar”, lamenta. E complementa: “Tenho que ver como estão as finanças do município, quanto arrecadamos e quanto podemos gastar. Vou mandar fazer um projeto para organizar a prainha e, quem sabe, nos próximos anos a gente possa trazer os turistas de volta para São Rafael.”, prometeu José de Arimatéia.
O futuro prefeito sabe das dificuldades que enfrenta um município de pequeno porte, como São Rafael, cuja população vive basicamente da agricultura e do serviço público, mas não perde as esperanças e diz que vai lutar para que o povo que o elegeu tenha orgulho da cidade. “Eu sentia que a população queria mudança, que queria dar um basta em tudo o que estava vivendo. Sei das dificuldades que vou encontrar pela frente, mas já estou trabalhando antes da posse para fazer com que o meu povo tenha melhor qualidade de vida”, afirmou. “Comecei com 7% nas pesquisas de opinião pública, disputando com outros oito pré-candidatos. Fui à luta, consegui o apoio dos amigos e venci a eleição”, comemorou. Ele diz que ao final da campanha enfrentou dois adversários dos oito que começaram. E ainda teve que vencer a compra de votos feita pelos adversários no dia da eleição. “Infelizmente as pessoas que denunciavam não tinham como provar”, lamentou.
Com relação à Câmara Municipal, ele diz não ter muito problema. “A nossa coligação elegeu três vereadores, um de cada partido pertencente à coligação (PPS/PMN/PRB) e três da oposição.
Realmente, Arimatéia vai ter muito trabalho pela frente. São Rafael é uma cidade jovem de 25 anos e na época da fundação era a única cidade brasileira 100% saneada. Essa São Rafael que nós conhecemos, na verdade, está no lugar da antiga, emancipada de Santana do Matos em dezembro de 1948. Com a construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, os seus habitantes tiveram que deixar as suas casas, porque ela seria inundada pelas águas da barragem. E assim, nasceu a nova São Rafael, que tem como padroeira, Nossa Senhora da Conceição.
Aquela cidade 100% saneada não existe mais. “São Rafael, hoje, é uma das cidades com o maior índice de casa de taipa no Rio Grande do Norte. Ou seja, falta saneamento básico, falta saúde e a sua população vive abaixo da linha de pobreza”, denuncia o futuro prefeito, com tristeza. “Vou atrás de convênios, vou atrás de tudo o que eu possa fazer de bom pelo meu povo”, encerrou.
